domingo, 20 de março de 2011

Cadeiras Isofix

Quem transporta criança pequena, sabe bem a dificuldade e o trabalho que dá para instalar a cadeirinha, que é obrigatória em automóveis, utilizando o cinto de segurança do carro.

Para quem não assistiu ao Programa Auto-Esporte do dia de hoje, fica a dica: a "nova" carreirinha para criança – com sistema ISOFIX (na verdade ela já vem sendo comercializada desde 2004).

Este sistema de fixação não precisa da utilização do cinto de segurança quando da instalação da cadeira no carro. A cadeira fixa-se de forma simples ao banco de trás do automóvel, por intermédio de encaixes, que já existem nos carros mais novos.

Os riscos de cometer erros no momento da instalação são minimizados, já que basta encaixar os engates e graças à presença dos indicadores visuais que confirmam se a cadeira está instalada corretamente (aparece uma cor verde, quando está corretamente instalada).

As cadeiras com sistema Isofix foram projetadas para crianças com peso entre 9 e 18 kg (crianças de 1 a 4 anos de idade, aproximadamente).

vantagens deste sistema:

- Uma maior retenção em caso de colisão porque a cadeira está perfeitamente presa ao banco de trás do automóvel.

- Uma instalação simples e rápida.

- Os riscos de erro no momento da instalação são reduzidos, o que garante uma maior segurança.

Achei interessante esse tipo de sistema, porque conduzimos o nosso bem mais precioso – nossos filhos.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Vovô Ezequiel - Saudades

Logo cedo estávamos nós dois, eu e meu avô Ezequiel, sentados na areia da praia da Colônia, em Fortaleza, olhando os pescadores chegando em suas jangadas cheias de peixes.

O vô Ezequiel, como nós o chamávamos era um homem muito forte, rude, sem estudo, valente, corajoso, teimoso, como era o estereótipo da maioria dos jangadeiros e pescadores da região. Ao mesmo tempo ele tinha um lado doce, tenro e carinhoso com os netos que contrastava com o jeito durão de ser.

Mesmo contrariando a vontade da minha mãe, ele sempre me levava a praia. Ficávamos por horas observando como os pescadores tiravam as suas jangadas do mar, arrastando-as sobre rolos de madeira. Ele aproveitava pra me ensinar como se fazia para palombar uma vela.

Mas o que é palombar uma vela? Nada mais é do que cozer a vela com uma palomba (fio grosso usado para coser vela). Engraçado como depois de mais de 30 anos eu me lembro dele falando-me essa palavra tão estranha e pouco usual no nosso cotidiano – PALOMBAR.

Na volta para casa nós, invariavelmente, levávamos peixes fresquinhos para que minha avózinha Silvana, caprichosamente, preparasse nas refeições da família. Talvez por isso, peixe (cozido, assado ou frito) seja o meu prato predileto.

Meu avô morria de medo de ir ao médico. Quando ele estava doente, bastava a minha avó dizer que iria levá-lo ao médico, que ele já pulava da sua rede, afirmando que estava bem. Curiosamente, como ele temia ir ao dentista, ele mesmo arrancava os dentes, usando uma faquinha, que ela próprio fabricava.

Quando ele já estava com uma idade um pouco avançada, por causa de um problema de saúde, foi lhe recomendado pelo médico, que não deveria ir mais à praia. A resposta do vô Ezequiel foi que se ele não pudesse mais ir à praia, era melhor que morresse de uma vez, pois já se sentiria morto, por não poder fazer o que ele mais gostava na vida – ver as jangadas chegando na praia.

E assim, a família não foi capaz de impedi-lo de seguir a sua rotina favorita até o seu último dia de vida.

Ainda hoje, quando vou a praia é inevitável não me lembrar do meu velho avô.

Vô Ezequiel, meu avôzinho querido, obrigado por tudo!
(Kilson N. da Silva)

quarta-feira, 9 de março de 2011

Meu Vício


Viciado em ti
Escravo dos teus desejos
A mercê das tuas vontades
Uma dose maior anseio.

Em ti tive as maiores overdoses
Fraco e sem forças de prazer
Minha solidez se desmancha em ti
Reduzindo-me ao teu querer.

Abandonado sinto calafrios
Na abstinência do teu corpo
Na falta dos teus lábios quentes
Deito e durmo sozinho...

Recuperado da tua ausência
Sigo em frente confiante
Mas eis que te provo novamente
E sei que és viciante.
(Kilson N. da Silva)

sexta-feira, 4 de março de 2011

Estamos Satisfeitos?

No filme "Do Que as Mulheres Gostam", o personagem Nick (interpretado por Mel Gibson), um publicitário metido a machão, sofre um acidente no banheiro da sua casa, após cair numa banheira e logo depois cair um secador de cabelo, ligado na tomada.

Depois desse acidente ele desenvolve uma estranha habilidade de ouvir o que as mulheres pensam. Assim ele passa a saber, exatamente, o que elas querem. Quem me dera ter esse dom!

Fico imaginando como seria útil se todos que trabalham com pessoas pudessem ter essa habilidade. É claro que isso não é possível, mas se faz necessário a todos nós que trabalha com atendimento ao público, procurar ouvi-los e até instigá-los a falar o que realmente necessitam, para que possamos atendê-los da melhor maneira possível, nas suas expectativas e anseios, com o máximo de qualidade.

Isso vale também para o nosso ambiente de trabalho, uma vez que quando recebemos algumas tarefa dos nossos chefes, deveríamos tirar todas as dúvidas possíveis e de como ele espera que seja cumprida, prazos, objetivos, etc

Quando nas funções de chefia deveríamos também especificar e esmiuçar ao máximo o que desejamos dos nossos subordinados para que se evite o retrabalho (faz-desfaz-faz-desfaz), que gera desgaste físico, emocional, temporal e até no relacionamento interpessoal.

Cada vez mais, as instituições, como empresa particulares, têm se preocupado em saber o que o cliente precisa, o que quer comprar, como pretende pagar, etc. O mesmo, infelizmente nem sempre ou quase nunca acontece nas instituições públicas, onde o cliente tem que se contentar com o serviço que lhe é prestado (quando é prestado).

Também tenho visto pouco essa preocupação entre empregados e patrões, chefes e subordinados e vice-versa.

Não há mais espaço para os "se vira nos 30". Quem delega uma missão tem que se preocupar em repassar o máximo de informações e meios para quem vai cumpri-la e da mesma forma, o executante tem que “sugar” o máximo de informações disponíveis do seu chefe para que tudo transcorra da melhor maneira possível, com o menor custo de produção e com a melhor satisfação do cliente.

Entenda-se como cliente todos que se beneficiarão, direta ou indiretamente, com aquela tarefa, seja ele o usuário, os colegas de trabalho, o chefe, etc

Durante a fase de planejamento toda e qualquer sugestão deve ser bem vinda, mesma as mais absurdas. Lembre-se sempre que duas cabeças pensam melhor do que uma e que ninguém é o dono da verdade, independente de quem tem mais ou menos experiência, conhecimento ou grau de instrução.

Voltando ao filme, uma coisa que me chamou a atenção foi uma jovem arquivista, que vive isolada, com pensamentos suicidas e rejeitada pelo grupo. No fim do filme, ele consegue impedi-la de se suicidar, porque sente a falta dela, mas também porque ouvia os seus pensamentos negativistas e sabia como ela se sentia.

Quantos de nós sabemos o que se passa com os nossos subordinados fora dos muros da empresa? Quais as suas aflições? Quais os problemas que estão passando? O que tem enfrentado ao longo dos anos e até mesmo naquela semana? Qual o seu histórico familiar? Quantos de nós sabemos quem realmente são os nossos colaboradores?

Cada vez mais estamos nos esquecendo de que o Criador nos dotou de dois ouvidos, dois olhos e uma boca. Será que foi por acaso?

(Kilson N. da Silva)