segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Palavras Cruzadas da Vida


Alguém disse um dia, que o ser humano tem uma tendência natural de preencher espaços vazios. Quem disse isso não é o mais importante. O importante é que eu tenho que concordar com ele.

Em casa, basta que eu veja um potinho vazio, que já penso no que ele poderá ser útil para colocar alguma coisa dentro.

Isso não vale só para objetos. Na nossa vida isso também é válido. Vivemos procurando preencher as nossas vidas com algo. Algumas vezes podemos buscar coisas boas, noutras acabamos buscando coisas que não seriam tão bem aceitas pela maioria da sociedade.

Não quero fazer um juízo de valores, até porque em alguns momentos da minha vida, recorri a coisas fúteis, na tentativa de preencher os meus vazios interiores e não me arrisco a dizer que ainda não o faça.

Assim podemos preencher alguns vazios de nossas vidas no trabalho, numa paixão, numa religião, na companhia de amigos, na busca de dinheiro e poder. Mas também podemos buscar em relacionamentos efêmeros, na ingestão de bebidas alcoólica e até mesmo no consumo de drogas lícitas ou não, compras excessivas e compulsivas, num casamento etc

A nossa vida é como uma palavra cruzada em que temos que sair preenchendo quadrinhos em branco, para encontrar as respostas. E, como nas palavras cruzadas existem níveis fáceis, médios, difíceis e dificílimos.

Normalmente, começamos a resolver uma palavra cruzada respondendo as perguntas que julgamos mais fáceis ou que já sabemos as respostas. A partir delas, as outras mais difíceis vão se decodificando ou nos trazendo a luz a resposta correta.

Algumas vezes conseguimos resolver uma página da cruzada com mais facilidade e rapidez, noutras enganchamos em alguma pergunta e aí é que começa a esquentar a cabeça.

O mais importante nessas horas é não desistir. Buscar sempre descobrir a resposta correta e completar aquela página para podermos seguir para outra.

Nem sempre conseguiremos resolver sozinhos, mas podemos recorrer a amigos que possam nos ajudar.Tentar resolver sozinho, pode até dar certo, mas com certeza, com a ajuda de outras pessoas essa tarefa poderá ser facilitada.

Na vida também é bem semelhante. Para chegarmos à algumas respostas, precisamos recorrer a amigos e até mesmo profissionais que podem nos ajudar. Esse profissional pode ser um médico, um psicólogo, um psiquiatra, um padre, um pastor (ou qualquer outro líder religioso).
Negar ser ajudado demonstra orgulho e esse não leva ninguém para frente.

O bacana de tudo isso é perceber, que na vida, assim como nas palavras cruzadas, não existe um nível impossível. As respostas podem, eventualmente, não nos agradar num primeiro instante, mas conseguiremos chegar a elas.

Não importa qual a lacuna que eu ou você estejamos buscando preencher. O importante é que não desistamos nunca e que tenhamos sempre em mente que podemos contar com a ajuda de outras pessoas.

(Kilson N. da Silva)

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Relacionamentos - Resposta a Valéria

Valéria, permita-me fazer "um gancho" no seu belo texto: "Pequenas coisinhas...sobre relacionamentos... simplesmente complicados", postado no seu Blog: "Com toda a minha alma" (http://comtodaaminhaalma.blogspot.com/)  em 13 de setembro de 2010. Eu ia fazer somente um comentário, no seu Blog, mas como percebi que ficaria enorme, resolvi por essa opção.




Eu vejo que a maior dificuldade de nós seres humanos é no que diz respeito a relacionamentos (seja ele homem – mulher, ou qualquer outro), tanto que se observarmos, na Bíblia Sagrada, no Novo Testamento, a maior preocupação de Jesus Cristo, não era com a doutrinação, e sim com relação a esse tema: BONS RELACIONAMENTOS.

Vou me ater ao relacionamento homem – mulher, para expor melhor o que eu penso a respeito disso.

Temos que levar em conta alguns fatores, que julgo importantes, nesse tipo de relação. Primeiro: são duas pessoas do sexo oposto, "regidas" por hormônios diferentes; segundo: são duas pessoas que foram criadas por pais diferentes e em lares diferentes (em muitos casos, com parâmetros de criações bem distintas); terceiro: são pessoas que conviveram com pessoas diferentes (pais, irmãos, tios, amigos, etc); quarto: são duas pessoas que tiveram experiências diferentes; quinto: muitas vezes, têm inteligências diferentes, níveis de inteligências e culturais diferentes e por vezes, até graus de instruções diferentes; sexto: podem ser de gerações diferentes, com senso comum diferente...e por aí vai...

De repente, essas duas pessoas se encontram, se apaixonam e resolvem compartilhar uma vida em comum (seja morando juntos ou não). Daí, todos os fatores que citei anteriormente, e muitos outros que não citei, têm que ser conciliados, equacionados e harmonizados. Eu não vejo isso como uma tarefa tão simples.

A partir deste ponto, eu entendo que, para que se tenha um relacionamento duradouro, saudável e prazeroso, há necessidade do casal, buscar algumas negociações, pois não serão mais uma pessoas isolada e se "dois – em - um", ou como se ouve muito nos casamentos, o casal passa a ser "um único corpo".

Como toda boa negociação justa, eu vejo que os dois interessados, devem estar abertos a cederem aqui e/ou acolá, nessa e/ou naquela situação, para o bem comum. E aí, não tem fórmula do bolo.

Eu não vejo com bons olhos a rotulação do tipo: "homem não gosta disso" ou "mulher não gosta daquilo", "homem gosta assim e mulher gosta de outra maneira". Cada caso é um caso e deve ser tratado de forma diferente, como toda e qualquer relação humana.

Eu não creio na frase de que "os opostos se atraem". Isso vale bem para a física, mas não para os relacionamentos (e aqui, arrisco-me a generalizar... todos os relacionamentos).

Procuramos, de uma forma ou de outra, nos relacionarmos com pessoas que gostam das mesmas coisas que a gente, que compartilham de idéias semelhantes, que gostam de freqüentar ambientes parecidos etc. Ou seja, queremos alguém que se pareça conosco.

Como nem todos os fatores citados acima, nem sempre serão comuns aos dois, então entra outra coisa muito importante: o respeito mútuo as diferenças individuais (devemos pesar: eu consigo ou não conviver com essas diferenças?). Há que se respeitar às limitações que cada um tem.

Outra coisa que eu julgo importante é a sinceridade, principalmente, no início do relacionamento. Mascarar traços da sua personalidade, eu não acho uma boa pedida. Isso só trará problemas futuros, porque ninguém consegue viver bem, tendo que fingir ser o que não é. Não tem nada melhor do que podermos ser o que somos e como somos.

Assim, se eu sou ciumento, devo dizer: sou ciumento. Se eu sou pegajoso, devo dizer: sou pegajoso. Se eu gostaria de morar em casas separadas, é isso que eu devo deixar claro, e assim por diante.

Certa vez, eu ouvi um palestrante dizer, que "o maior equívoco do casamento é que muitas mulheres se casam, achando que depois irão conseguir mudar os seus maridos; e os muitos homens se casam, achando que as suas esposas não irão mudar nunca".

domingo, 12 de setembro de 2010

Coração de Tinta

Invariavelmente os filmes têm o poder de mexer comigo. Eu entro dentro deles como se fosse um personagem ocular a presenciar cada ato ali realizado. Fico me perguntando durante a projeção, como eu faria em determinadas ocasiões, se eu fosse esse ou aquele personagem. Eu sinto cada emoção, cada dor, cada lágrima que rola e sorrio, compartilhando com a felicidade deles, revolto-me com as injustiças cometidas e vibro quando a justiça é finalmente feita.

Assistindo o filme "Coração de Tinta", que conta uma estória de um homem que tinha o poder de retirar os personagens do livro que ele lia, mesmo que não desejasse fazer isso.

Alguns personagens deste livro eram malvados e queriam assumir o poder, mudar as suas histórias de vidas (fazer diferente do que estava escrito pelo autor) e não mais voltarem para o livro.

A solução encontrada para que eles não atingissem os seus intentos malvados, foi reescrever algumas páginas daquele livro e mudar o final, inclusive transformando personagens maus em pessoas de bons corações.

Isso me fez lembrar da nossa história de vida, em particular a minha. Eu sei que não podemos simplesmente reescrever as páginas das nossas vidas que foram vividas, nem podemos ficar fantasiando que coisas ruins não nos tenham acontecido. Mas o nosso livro ainda não está concluído. Nada é, ainda, definitivo!

Muitas páginas ainda serão escritas e de certa forma, somos autores de nossas próprias histórias. Se não podemos mudar o que aconteceu no passado, pelo menos temos a certeza de que, a cada nova página escrita, podemos mudar o final do livro da nossa vida.

Nessas novas páginas podemos colocar um pouco mais de humanidade; uma boa dose de compreensão; amar com mais intensidade; perdoar outras pessoas e até a nós mesmos.

O importante é entender que não precisamos continuar contando a mesma história. Não precisamos reescrever toda a história desde o início. Apenas precisamos, sob um novo enfoque de vida, escrever páginas diferentes daquelas que percebemos que não está dando certo.

Há necessidade de entendermos que as outras pessoas também têm essa oportunidade de começar a escrever novas laudas diferentes das que escreveram até hoje e que para que eles possam fazer isso, precisamos lhes dar um voto de confiança.

Todos nós precisamos de uma segunda chance para mudarmos o que não esteja indo bem. Se queremos isso para nós mesmos, porque negarmos essa nova oportunidade aos outros?

Temos mais é que torcer para que essas pessoas mudem e se tornem melhores. Sentimento de vingança não vai ajudar em nada. E olhem, que quem está aqui escrevendo é uma pessoa que precisa mudar muito nesse aspecto, pois sou uma pessoa extremamente rancorosa e vingativa.

De maneira nenhuma eu estou falando de um mundo utópico, onde não haverá tristeza e nem problemas, mas que podemos e devemos lutar para que tanto nós, quanto aqueles nos cercam, tenham uma qualidade de vida melhor.

Não posso fazer absolutamente nada pelo que fiz de errado no meu passado, a não ser pedir que me perdoem. Contudo, com certeza tenho tentado e continuarei tentando escrever páginas diferentes na minha vida, que é rápida e passageira e torcer para que o meu coração ganhe um colorido novo.

Certamente contarei com a tinta da esperança.

domingo, 5 de setembro de 2010

Conversando com Rob

Depois que postei a história do Rob no meu blog, ele veio conversar comigo, na tarde de hoje.

Eu lhe expliquei que não quis ofendê-lo, mas gostaria muito que ele "abrisse os olhos".

Ele começou se justificando da seguinte forma:

- Na verdade, eu concordo com você, quando diz que as pessoas me acham bobo e até se aproveitam de mim. Contudo, prefiro passar por imbecil e acreditar na pureza do ser humano. Prefiro acreditar que ainda existem pessoas boas no mundo. Prefiro correr o risco de ser enganado, ludibriado e até injustiçado, a ter que ficar duvidando de tudo e de todos.

Eu não creio que todas as pessoas sejam más, aproveitadoras, infiéis e injustas. Acredito sim, que em alguns momentos de fraquezas as pessoas tendam a agir de maneira que talvez eu ou você venhamos a condená-las. Mas isso não significa que o mundo esteja perdido.

Todos têm o direito de errar uma vez na vida, mas que da mesma forma, todos têm o direito de se redimir. Todos devem ter uma segunda chance. Algumas pessoas precisam até mesmo de mais de uma segunda chance para acertar.

Eu também já errei bastante nesta vida e pude contar com outras almas bondosas, que souberam me perdoar e me ajudaram a reescrever uma nova história, com um final diferente . Caso não fossem esses bons corações, o que seria de mim?

Se não deu certo meu casamento, sei que posso amar outra pessoa e sei que posso ser amado novamente, porque confio que Deus quer sempre o melhor para as nossas vidas. Também não creio que o meu casamento tenha sido assim tão ruim, como todos dizem. Ele deu certo por um determinado tempo e quando não deu mais certo, acabou.

Se hoje as minhas filhas não conseguem entender o pai que eu sou para elas, o nosso Deus misericordioso, com certeza, um dia, na hora certa, mostrará isso a elas. Quando isso acontecer, eu estarei de braços abertos, pronto para recebê-las, tal como o pai da história bíblica do filho pródigo.

Quanto às pessoas que você disse que se aproveitam de mim, eu acredito na lei do retorno ou lei da semeadura, como você quiser entender, onde tudo tem um retorno ou o que plantamos hoje, colheremos no futuro. Não posso julgar todas por uma.

A despeito dessas pobres almas, eu sei que tenho amigos verdadeiros, que têm me dado muito mais do que eu tenho lhes proporcionado. Deus tem me dado muito mais do que eu mereço. Isso é mais uma prova de que Deus não está dormindo e sim de olhos e ouvidos bem abertos, observando e velando por todos os seus filhos.

O que seria da luz, se não existisse a treva? O que seria do bem, se não existisse o mal? O que seria da verdade se, não existisse mentira? O que seria da fidelidade e da lealdade, se não existisse a infidelidade e a deslealdade? O que seria da justiça, se não fosse a injustiça?

Deus, na sua infinita sabedoria, nos dotou do livre arbítrio, para que possamos escolher entre um e outro. Ele permite que as coisas ruins aconteçam, por ser educado e respeitar as nossas escolhas, sejam elas corretas ou erradas. Assim, ele poderá escolher os seus com toda justiça.

E lhe digo, meu amigo...eu lhe perdôo por tudo que você disse a meu respeito, pois sei do carinho que você nutre por mim e que tudo que você quer é o meu bem, assim como eu quero o seu.

E é, justamente, em nome desse carinho e da nossa sincera e verdadeira amizade, que eu lhe suplico: não se deixe influenciar pelo mal, nem dê créditos à maldade de alguns. Lembre-se de que "O Mal Por Si Só Se Destrói!". Continue sendo a pessoa que você é, mesmo correndo o risco de que outras pessoas escrevam a seu respeito, coisas desagradáveis e pejorativas, assim como você escreveu sobre mim. Mesmo que você corra o risco de ser chamado de tolo ou de paspalhão.

Eu o ouvi o tempo todo calado e quando ele concluiu, eu não tive outra opção a não ser dizer-lhe: perdoe-me meu amigo, Rob! Se ontem eu lhe disse para você acordar, hoje eu vejo que é você que está me acordando e me fazendo perceber que o ser humano ainda tem muita coisa linda a nos oferecer.

E assim nos despedimos, depois de um forte e fraternal abraço!

sábado, 4 de setembro de 2010

Rob, no século 21

Rob era um cara engraçado. Engraçado é somente um eufemismo, para não dizer que ele era, na verdade, um grande bobalhão. Por mais que ele tentasse ser engraçado, era um verdadeiro bobo da corte.

Ele era do tipo de cara, tão idiota, que acreditava que um homem e uma mulher poderiam ser amigos. Ele acreditava tanto nessa baboseira, que até tinha algumas amigas, que ele nunca tentava levá-las pra cama. Ele nem sequer pensava em fazer isso. Tem coisa mais idiota que isso?

Quando ia ver filmes, Rob, invariavelmente, acabava chorando. Ele conseguia chora até com desenhos animados. Que mulher iria se interessar por um homem assim? Que mulher gosta de um paspalho que chora vendo filmes? Todo mundo sabe que mulheres gostam de homens fortes. E convenhamos que um tipo "bebê chorão" não é o estereótipo de homem forte.

Nos relacionamentos, ele acreditava que deveria existir fidelidade e lealdade. No mínimo lealdade. Mas quem no nosso século consegue isso? Só um idiota como esse para acreditar que isso é possível.

Quando teve suas filhas, pra variar e só pra variar, ele chorou de felicidade ao saber que sua esposa estava grávida e depois de emoção no nascimento delas. Rob fazia de tudo para estar com sua família e com suas filhas. Coisas bobas, como levar e buscar na escola; levar para passear nos fins de semanas; ir a shopping center; ler história pra elas dormirem; ficar cantando, quando elas estavam se ardendo em febre, para que se sentissem melhores; brincar na grama da sua casa ou até mesmo ensiná-las a dirigir.

Mas com o tempo todos se encheram das idiotices desse homem e veio o divórcio. Claro que foi melhor para todo mundo. A esposa acabou se vendo livre de um idiota e as filhas ganharam novos outros pais mais interessantes e menos imbecis.

O paspalhão, mesmo depois de sozinho, ainda tentava ficar perto das filhas, lhes dar carinho, vê-las com freqüência. Mas que filhos de pais separados gostam disso? Ainda mais se tratando de Rob. Quanta ingenuidade!

Com os amigos não acontecia diferente. Ele gostava de ser do tipo“gente boa”, mas como diz um velho ditado: "todo bonzinho morre coitadinho!" ;e um outro: "chapéu de otário é marreta!". Então, as pessoas só levavam o tempo em enganá-lo e se aproveitarem dele. Ainda ficavam rindo e se perguntando: "como alguém pode ser tão bobo, assim?"

Rob, meu velho, acorda! Você está em pleno século 21!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Bom Senso???

Certa vez, quando eu ainda estava no 1° Ano da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), durante uma aula, o professor, nos dizia que deveríamos usar o bom senso na hora de decidirmos.
 
Eu, com sempre questionei muito, me levantei, fiz a minha apresentação individual (como era de praxe) e lhe perguntei: professor, o senhor poderia definir o que é bom senso? O senhor não acha que bom senso, por ser tão importante, não deveria ter uma Cadeira específica, como tantas outras disciplinas que temos aqui?
 
É lógico que ele não me respondeu e ainda me deu a maior bronca, afinal a minha pergunta parecia estar desafiando a autoridade dele. Que besteira! Mas ele não me respondeu a nenhuma das minhas duas perguntas!
 
Mais tarde, quando já era Oficial, um outro militar fez o seguinte comentário: - "Eu acho que o fulano de tal não tem bom senso". Foi quando eu lhe perguntei: - O que você acha que é bom senso? Você conseguiria me definir bom senso?
 
Ele ficou com os olhos arregalados me olhando e ficou calado, como se eu tivesse falando uma coisa do outro mundo.
 
Então eu lhe contei uma história que aconteceu na minha família.
 
Um tio de parte de mãe ficou louco. Uma vez, ele saiu de casa e começou a jogar pedras num rapaz que passava na rua, de bicicleta. A família do rapaz ficou indignada e resolveu partir para cima do meu tio e agredi-lo. A minha família ficou revoltada, por achar que eles deveriam perceber que o meu tio não estava no seu juízo perfeito e não merecia aquelas agressões. Quem agiu com bom senso?
 
Para a família do rapaz era falta de bom senso deixar um homem que estava louco a solta nas ruas; já para a nossa família era falta de bom senso agredir uma pessoa que era visível estar com problemas de saúde mental.
 
Mas quem estava aplicando o bom senso naquele momento? Os dois lados não estariam usando o seu bom senso? Ou nenhum dos dois lados estaria usando o bom senso?
 
O que eu queria mostrar para aquele colega é que o bom senso depende muito da visão e dos motivos que envolvem cada um, naquele exato momento (é o que eu penso). O que é bom senso para mim, pode não ser para você (e vice-versa). O difícil nessas horas é a gente ter empatia, ou seja, se colocar no lugar do outro e procurar entender por qual (is) motivo(s) aquela pessoa agiu daquela maneira.
 
Eu mesmo, já me peguei diversas vezes pensando: Caramba! Que falta de bom senso a minha naquela situação. Mas no momento em que decidir fazer isso ou aquilo eu tinha os meus motivos (não que justifiquem). Em algum caso pode ser até que exista um senso comum, mas eu só não creio que exista um "bom senso comum" para todas as situações.
 
Talvez se o problema fosse inverso, as partes envolvidas tomassem as mesmas atitudes, no caso que envolveram o meu tio.
 
Talvez nem seja bom senso da minha parte fazer estas perguntas, mas....
 
O que você acha que seja bom senso? Será que bom senso não deveria ser ensinado nas escolas? E quem estaria habilitado para ensinar esta "disciplina"?

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Talvez...

Talvez eu venha a envelhecer rápido demais.

Mas lutarei para que cada dia tenha valido a pena.

Talvez eu sofra inúmeras desilusões...

Mas farei que elas percam a importância diante

Dos gestos de amor que encontrei.

Talvez eu não tenha forças para realizar todos os meus ideais.

Mas jamais irei me considerar um derrotado.

Talvez em algum instante eu sofra uma terrível queda.

Mas não ficarei por muito tempo olhando para o chão...

Talvez um dia o sol deixe de brilhar.

Então, irei me banhar na chuva.

Talvez um dia eu sofra alguma injustiça.

Mas jamais irei assumir o papel de vítima.

Talvez eu tenha que enfrentar alguns inimigos.

Mas terei humildade para aceitar as mãos

Que se estenderão em minha direção.

Talvez eu seja enganado inúmeras vezes.

Mas não deixarei de acreditar que em algum lugar

Alguém merece a minha confiança.

Talvez com o tempo eu perceba que cometi grandes erros.

Mas não desistirei de continuar trilhando meu caminho.

Talvez com o decorrer dos anos eu perca grandes amizades.

Mas irei aprender que aqueles que realmente são meus

Verdadeiros amigos nunca estarão perdidos.

Talvez eu fique triste ao concluir

Que não consigo seguir o ritmo da música.

Mas então, farei que a música siga o compasso dos meus passos.

Talvez eu não consiga mais enxergar um arco-íris.

Mas aprenderei a desenhar um, que seja dentro do meu coração.

Talvez eu me sinta fraco.

Mas amanhã irei recomeçar,

Nem que seja de uma maneira diferente.

Talvez eu não aprenda todas as lições necessárias.

Mas terei a consciência que os verdadeiros ensinamentos

Já estão gravados em minha alma.

Talvez eu não tenha motivos para grandes comemorações.

Mas não deixarei de me alegrar com as pequenas conquistas.

Talvez eu não seja exatamente quem gostaria de ser.

Mas passarei a admirar quem sou.

Porque no final saberei que, mesmo com incontáveis dúvidas,

Eu sou capaz de construir uma vida melhor.

E, se ainda não me convenci disso, é porque como diz o ditado:

"Ainda não chegou o fim."

Porque no final, não haverá nenhum "talvez",

Mas a certeza de que

A minha vida valeu a pena e eu fiz o melhor que podia.

(Autor Desconhecido)

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Força do Perdão

O perdão não é um sentimento! O perdão é a razão falando mais alto! O perdão liberta e faz bem não só para quem é perdoado, mas, sobretudo para quem perdoa. Se por um lado o amor de Deus é incondicional, por outro, o perdão é condicional. Deus nos perdoará, na medida em que formos capazes de perdoar.
Contudo, o mais difícil, na realidade, é perdoar a si mesmo.
Abaixo a letra de uma música de Sérgio Lopes, que amo muito e que costumo ouvir...

Força do Perdão


 Perdoar é muito mais que estender a mão
 E dizer eu te perdôo meu irmão.
 Usar a voz é fácil,
 Apertar a mão também.
 O difícil é revelar o coração.
 Mas se o coração perdoar
 E fácil perceber,
 Pois o coração é cúmplice do olhar.
 Perdão que sai do coração
 É jóia rara de encontrar
 E está na sinceridade de um olhar.
 Se eu te machuquei,
 Reconheço que errei.
 Eu agora percebi
 Quanto mal eu te causei.
 Como vou falar de amor,
 Se eu não souber amar?
 Eu preciso de você
 Para me ensinar.
 Eu me arrependi
 E revelei meu coração.
 Agora é a sua vez,
 De me ensinar uma lição.
 Preciso de você pra conhecer a dor
 Ou conhecer a força do perdão.


(SÉRGIO LOPES)

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Quanto custa?

Depois de ler o Post da nossa querida amiga Labelle, do Blog Mulher de 30 Anos [e mais alguns], fiquei ainda mais reflexivo, com relação ao preço que devemos pagar para termos "algo" que desejamos.

Inicialmente iria postar apenas um comentário no Blog dela, mas depois, vendo que ficaria muito grande, resolvi colocar em forma de post aqui mesmo.
De prímicia, amiga Labelle, eu gostaria de te dizer que concordo contigo em gênero, número e grau. Sempre temos que pagar o preço por algo, assim como acontece nos supermercados. Inclusive quem me conhece sabe que digo isso praticamente todos os dias. E mais, sempre complemento dizendo que não se pode ter tudo! Pra se pegar algo na prateleira, temos que abrir mão de outra coisa, que talvez em outra época, também fosse importante tê-lo. Só desocupando pelo menos uma das mãos, estaremos livres para pegar outra coisa ou corremos o risco de deixar cair no chão as duas coisas, perdendo assim as duas. Assim, não teremos nem uma nem outra.

Mas tudo isso me remete a fazer alguns questionamentos. Aquilo que queremos vale o preço que está sendo cobrado? Temos realmente aquele valor para pagar? Estamos dispostos a pagar aquele preço "sugerido" ou "exigido"?. Caso tenhamos o valor a ser pago, estejamos dispostos a pagar aquele preço...será que aquilo fará bem a nossa saúde física e mental?

Algumas compras são realizadas pela internet. O produto nos parece perfeito e o preço parece ótimo, mas quando recebemos o produto, não era bem aquilo que esperávamos. Noutras situações, sequer recebemos o produto, nem o dinheiro de volta. Prejuízo total!
Também têm aquelas situações em que o produto adquirido pela rede mundial é ainda muito melhor do que imaginávamos e talvez até estivéssemos dispostos a pagar um preço mais elevado, caso tivéssemos comprado em uma loja.
Contudo, quantas vezes não compramos gato por lebre? Aquele carro lindo, mas que uma semana depois descobrimos que estava "armadilhado" e o motor está prestes a bater. Aquele ingresso para o show que tanto sonhávamos em ir e nunca chegou ou até chegou uma semana depois da realização do show. O creme para pele que prometia milagres, mas não passa de mais uma farsa da indústria de cosméticos...
Sabe amiga, algumas vezes o prejuízo pode ser irreparável. Não há PROCON que dê jeito. Como você muito bem colocou pode ser um emprego, noutras pode até custar a nossa liberdade ou nossa vida. O que vale um preço tão alto?
Tragédias acontecem todos os dias porque muitos de nós, às vezes, por uma visão equivocada, não está em condições de avaliar o real preço que está sendo cobrado. Será que este preço não está superfaturado? E quais os juros embutidos, no caso de uma compra em longo prazo?
Se por vezes somos compradores, em outras somos vendedores dos nossos produtos. Mas será que os nossos compradores não estão pechinchando demais pelo que temos a oferecer? Será que não estamos vendendo por um preço bem abaixo do valor de mercado?
E o que dizer daqueles que, assim como acontece nas lojas e supermercados, não estão dispostos a pagar absolutamente nada e simplesmente nos assaltam, quando nem bem esperamos?
É amiga...é maravilhoso quando a troca é justa para ambos os contendores que estão na negociação. Aquela transação em que os dois lados ficam ou saem satisfeitos, por ter havido justiça naquela permuta (ou será que poderíamos chamar isso de escambo?).

Hoje, eu aprendi uma coisa importante. Aprendi a colocar tudo nas mãos de Deus. Quando assim o faço, primeiro eu fico mais tranqüilo, por saber que não pode estar em mãos melhores; segundo porque fico com as minhas mãos livres para fazer outra coisa que não poderia fazer se estivesse com as minhas mãos ocupadas.

Amiga Labelle, obrigado por me permitir pensar um pouco mais sobre esse assunto e por poder expor o meu pensamento.

Referência: http://mulher-de-trinta.blogspot.com/2010/08/microeconomia-pequenas-licoes.html

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Matemática - O Sonho!

Desde a minha tenra idade que eu já demonstrava o desejo por três profissões: Padre, Militar ou Professor de Matemática.

Aparentemente as três são bem diferentes, mas na verdade elas têm alguns aspectos em comum, como por exemplo, a possibilidade de estar ensinando algo a alguém, o contato com pessoas, a troca de experiência e um salário que não permite ficar rico (rsrsrsrs).

Aos 15 anos acabei consultando o padre da paróquia que eu freqüentava (que eu tinha muita confiança) e lhe expus os meus anseios. Ele, como era um homem de grande sabedoria me orientou que entrasse no Colégio Militar de Fortaleza (CMF) e que se mais tarde ainda sentisse desejo de ser padre, poderia ingressar num seminário para padres.
 
Assim, em 1983, eu passei a estudar no CMF, onde conclui o 2° grau em 19986 e de imediato ingressei na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), onde me formei em 1990.

Ainda na adolescência, como meus pais não dispunham de muitos recursos financeiros e como eu gostava de matemática, acabei ajudando os colegas do bairro, que tinham dificuldades nesta disciplina. Eu não cobrava nada por isso, mas aquelas almas bondosas sempre me davam algum trocado que me ajudavam a pagar um cinema e um lanche para a namorada.

Lembro-me de uma vez em que ganhei um compasso alemão, como forma de agradecimento, que era o meu grande orgulho. Para mim aquilo era como um troféu.

Nessa altura da vida eu já tinha desistido de ser padre, mas o desejo de cursar matemática e ser professor ainda era latente. A chama continuava acesa! Essa vontade havia nascido graças aos grandes mestres que tive a oportunidade de conviver e ser ensinado.

Como fui morar em Petrolina-Pe e por causa do acúmulo de trabalho normal a um jovem Aspirante-a-Oficial, tive que adiar o meu sonho.
 
Depois fui servir em Paulo Afonso-BA, onde não existia faculdade com curso de matemática e novamente tive que adiar as minhas aspirações com relação a minha grande paixão.
 
De Paulo Afonso fui trabalhar em Boa Vista- RR e já me encontrava casado. Agora estava tudo certo. Vou finalmente cursar matemática! Mas a minha alegria durou pouco, pois fui destacado num Pelotão Especial de Fronteira (1° PEF), na cidade de Bonfim-RR, que faz fronteira com a Guina. Sonho novamente frustrado!!!
 
Ainda em Bonfim-RR, nasceu a minha primeira filha do casamento, em dezembro de 1997. Agora a minha atenção tinha que ser dividida por duas, o que complicava ainda mais a minha possibilidade de fazer o curso tão pretendido.
 
Em 1998 fui morar no Rio de Janeiro, quando já estava pra nascer a minha segunda filha e nessa época eu havia estabelecido que a prioridade para estudar seria da mãe delas. Adivinha o que aconteceu? Pois é, acertou!!!Mais uma vez tive que abdicar do meu sonho.
 
Assim fui adiando ao ponto de ir sempre colocando outras prioridades, que não eram necessariamente as minhas. Mas não reclamo, pois fiz isso de bom coração e não me arrependo de assim ter procedido. Na verdade a minha grande prioridade era poder usufruir a maior parte do tempo que não estava trabalhando, com a minha família.
 
As filhas foram crescendo e cada vez mais exigiam mais atenção, cuidado e sobretudo carinho e amor. Então foi isso que me predispus a fazer. Sem lamentações e sim com um enorme prazer. Nada me fazia mais feliz que estar ao lado das pessoas que eu tanto amava.
 
Depois veio a separação matrimonial. Isso é um capítulo a parte!!!
 
Contudo, com a separação, acabei tendo mais tempo para cuidar de mim (não que eu não cuidasse. Não me entenda errado!)
 
Então, aos 41 anos de idade resolvi prestar vestibular para Licenciatura em Matemática. Finalmente, depois de tanto tempo e com a idade, não nas melhores condições, ingressei na Universidade de Pernambuco (UPE). Passei a dividir os bancos escolares com adolescentes, que tinham idade de serem meus filhos. Até mesmo alguns professores eram bem mais novos do que eu.

Mas isso não me importava, nem me fazia sentir diminuído. O que realmente importava era que finalmente eu estava realizando o meu sonho de criança.

Ainda estou no segundo período. Muita água ainda vai rolar embaixo da ponte, mas já estou com um novo sonho: LECIONAR MATEMÁTICA NUMA UNIVERSIDADE.

Não sei quando isso acontecerá, mas sei que sou perseverante e que sempre correrei em busca de alcançar os meus objetivos, custe o tempo que custar. Se conseguirei? Só o tempo poderá responder...

Agradeço ao Deus Todo-Poderoso, por ter me ajudado até aqui nessa empreitada, pois sei que sem Ele nada disso teria sido possível.
 
E se você tem um sonho, não desista! Corra atrás do que você realmente quer! Dizem que o mundo conspira a favor daqueles que buscam incessantemente e que fazem a sua parte!